domingo, 14 de agosto de 2011

Terapias Genéticas

Recentemente vi num jornal que uma terapia genética curou câncer em dois de três pacientes pesquisados. No paciente que não foi curado o câncer diminuiu significativamente. O tipo de câncer era linfoma, se não me engano. Os médicos pesquisadores irão testar a mesma terapia genética utilizada nestes casos para tentar curar outros tipo de câncer.

O métido utilizado foi o seguinte. Uma célula de cada paciente foi transmutada para célula tronco, depois o parte do DNA destas células foi modificado por códigos que os médicos observaram em DNAs que, ao se deparar com o câncer em suas mais variadas formas, o combatiam de forma eficaz e, por fim, estas células tronco eram multiplicadas artificialmente onde eram submergidas em uma "sopa de nutrientes" com movimentação artificial (um canudo de vidro mexia a "sopa" em um recipiente de vidro) por alguns dias e, ao final, eram coletadas as células tronco e reinseridas nos pacientes.

Há algum tempo venho escrevendo sobre os benefícios de tratamentos com células tronco. A cura da diabetes que já foi confirmada em vários pacientes, cura para paraplegia e tetraplegia, cura para doenças cerebraios como a esquisofrenia e agora a cura do câncer.

As normas de bioética são respeitadas em todas as terapias com células tronco atualmente, ainda assim há diversos opositores apenas porque, nas primeiras pesquisas, as células tronco eram retiradas de embriões que seriam descartados. Há quem pense que ainda hoje é feito assim e há quem seja ainda mais ignorante e confunda embriões com fetos. Embriões são poucas células com potencial de tornarem-se fetos, enquanto fetos são parecidos com bebês. É como dizer que espermatozóides e óvulos são embriões, há um abismo temporal e morfológico entre eles, fazer tal analogia é como dizer que polução norturna e menstruação são abortos.

No Brasil ainda temos pouca aplicação de terapias genéticas em seres humanos, enquanto que nos EUA e China essas terapias são vendidas a pacientes que querem se curar e podem pagar o alto preço cobrado pelos laboratórios.

Espero que os pesquisadores por aqui, se não puderem desenvolver métodos e tratamentos próprios, pelo menos copiem os métodos utilizados em outros países para disponibilizar estes tratamentos à população.

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